Limpeza da mancha de petróleo

Publicado  terça-feira, 4 de maio de 2010


Bom tempo ajuda contenção; petróleo vaza no golfo do México há mais de uma semana

Uma frota de quase 200 embarcações enfrentava nesta terça-feira (4) a mancha de petróleo no golfo do México. As equipes aproveitaram o bom tempo para tentar conter o impacto sobre a costa americana.

A empresa BP, sob intensa pressão dos EUA, luta para tampar o poço submarino de onde jorra petróleo desde a explosão que afundou uma plataforma marítima na área. O acidente levou o governo dos EUA a adiar seus planos para autorizar novas atividades de prospecção no golfo do México.

Ao mesmo tempo, parlamentares e a Casa Branca prometeram elevar de US$ 75 milhões (R$ 132 milhões) para US$ 10 bilhões (R$ 17,6 bilhões) o limite legal de indenizações que a BP pode ter de pagar por prejuízos à pesca, turismo e outros setores. Essas indenizações não incluem o custo para a limpeza do vazamento, que segundo analistas pode chegar a US$ 14 bilhões (R$ 24,6 bilhões).

A cotação do petróleo caiu nesta terça-feira (4), e as ações da BP deram sinais de se estabilizarem, após quase duas semanas de declínio.

Mar calmo ajuda

O mar calmo após dias de fortes ventos contribui com uma das maiores operações de contenção de óleo já realizadas. O delta do Mississippi e outras áreas na costa sul dos EUA estão ameaçados pelo vazamento no poço, de onde jorram quase 800 mil litros de petróleo por dia.

Barcos instalam ou consertam varas colocadas ao longo da costa para tentar proteger o ecossistema litorâneo.
O instituto de meteorologia Accuweather.com disse que a melhoria na condição dos ventos e ondas pode impedir a mancha de chegar à costa nos próximos dias

Doug Suttles, diretor de operações da BP, disse que a previsão é de que não haja impactos litorâneos nos próximos três dias. Mas autoridades ambientais relataram uma "primeira visão" da mancha na terça-feira perto das ilhas Chandeleur, na costa da Louisiana.

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